Eu jurava que já tinha feito a resenha desse dorama que assisti, acho, que umas três ou quatro vezes. É um drama leve, descontraído e promete algumas risadas e suspiros. Eu sou muito suspeita para falar dele, já que me identifico com tanta coisa do drama.
Apesar do drama já ter dois anos de existência, sendo sua primeira exibição dia 26 de janeiro de 2019, na plataforma da Netflix, sendo original da mesma, ainda há quem não tenha assistido. Não é incomum, mas os dramas com o ator Lee Jong- Suk, conhecido entre as dorameiras brasileiras como Sukinho, costuma fazer grande sucesso entre as meninas no Brasil, sendo um dos atores mais amado pelas dorameiras.
E vamos de resenha de Romance is a bonus book.
Leva a história da Kang Dan-I, interpretada pela atriz maravilhosa Lee Na-Young, que é uma mulher divorciada que tenta recomeçar sua vida aos poucos, e enfrenta uma enorme dificuldade devido a sua idade e ao fato de ser divorciada. Não sei se vocês sabem, mas na Coreia do Sul, há um leve preconceito com mulheres divorciadas, eles olham meio torto, sabe. E para se recolocar no mercado de trabalho, é ainda mais difícil quando passa dos trinta e quarenta anos. Eu acho que o drama levou isso ao debate e caiu como luva para a desigualdade salarial na Coreia do Sul, fez com que fosse refletido o problema existente na cultura deles. Ela é a melhor amiga de Cha Eun-ho, interpretado pelo lindinho Sukinho, que nutre sentimentos por ela há anos, mas não ultrapassava as barreiras da amizade por ser amigo do ex marido dela. Acontece que ela, anonimamente, é a diarista dele, e ainda dorme escondida na casa dele, com vergonha da sua situação precária depois do divórcio e perder a guarda da filha. E Cha, nada sabe o que aconteceu, nem que ela está divorciada, já que eles diminuíram o contato com os anos.
Ela, por sorte, consegue uma vaga em uma editora, sem experiências nenhuma, quando a empresa oferece oportunidade para pessoas de todas as idades e sem experiência. Ela passa a aprender não só o osso do ofício, mas a trabalhar em equipe, compartilhar a vida pessoal e profissional, enquanto se aproxima com outros olhos do seu melhor amigo que por ventura, vira seu chefe de edição. E o romance entre os dois acontece.
Há também, alguns mistérios na trama e um triângulo amoroso, além de algumas cenas bem engraçadas. Tirei algumas reflexões dadas ao final da trama, uma mensagem super linda sobre uma metáfora sobre livros e pessoas. Eu anotei porque me identificou muito. O drama é ótimo em muitos níveis por isso, porque nos faz refletir como pessoas e como os outros, e nos compara muito como livros.
" Voltei a abrir um velho livro meu.
Foi bom quando o li pela primeira vez. Mas, quando li pela segunda e pela terceira vez, eu sublinhei o livro todo.
Eu encontro novas frases dele todos os dias. Foi o livro que ficou comigo por mais tempo."
Bonito, né? Há outras mensagens desse tipo, como a carta que um escritor deixa para seu melhor aluno ainda em vida e deixa um legado lindo escrito para ele.
"Eun-ho, não acredito que apenas um livro seja capaz de mudar o mundo. Mas gostaria de aconselhá-lo a se tornar alguém que seja como um livro.
Talvez um livro não mude o mundo, mas ele ainda pode deixar algo de bom no coração de alguém.
Assim como você se escondia, entre as linhas de um livro quando se sentia pedido.
Assim, como encontrei um livro chamado Eun-ho e pude perceber um grande conforto nos meus últimos momentos de vida.
Eun-ho, quero se torne um livro capaz de confortar os outros como fez comigo."
Há mais outras ainda, mas prefiro que você mesmo veja o drama e absorva toda a poesia que ele exprime em cada cena, cada romance que acontece no meio de um caos, e toda relação que termina quando acham que mal começou. O drama é, sem dúvidas, perfeito. E realmente, não entendo quando alguém diz que não gostou, eu vejo isso como, a pessoa não tendo nenhuma sensibilidade poética para gostar de algo tão lindo assim, mas cada qual com seu gosto, né?
Siga abaixo o trailer:
O drama, como falei, é original da Netflix, mas é possível encontrá-lo em sites de fansubs, como o Viki.
Gostou da resenha e do trailer? Corra lá e assiste.
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